Casando na Crise

É possível casar na crise?

O mercado de eventos crescia gradativamente nos últimos anos até atingir o auge e ganhando números nunca antes imaginados em 2015, quando nosso país começou a ser tomado por uma grande crise econômica que mudou a vida dos brasileiros. Mas será que o mercado de casamentos foi atingido pela crise?

De acordo com dados do IBGE, acontecem anualmente mais de 1 milhão de casamentos em todo o país. Apenas em 2014, foram registrados 1.106.440 casamentos. Em novembro de 2015, a revista Exame publicou uma matéria com o seguinte título: “Mercado de casamentos não sofre com a crise econômica brasileira”. Ainda segundo a matéria e dados da Abrafesta (Associação Brasileira de Eventos Sociais), o mercado de festas e cerimônias atingiu R$ 16,8 bilhões só em 2014. O setor registrou um aumento de 25% em 2015, movimentando R$ 16 bilhões, segundo a Abeoc (Associação Brasileira de Empresas de Eventos). No final de 2015, foram anunciadas as tendências para o mercado de casamentos em 2016, através de exposições, feiras, revistas, sites e blogs.

Ano novo e …

Mas 2016 chegou acompanhado da crise e o mercado mudou. Em maio de 2016, o site G1 postou uma matéria sobre economia e o impacto da crise no mercado de casamentos: “Em ano de crise, noivos cortam listas de convidados e adiam casamentos”.

De acordo com Fabiano Niederauer, diretor executivo da empresa 3R Studio, responsável pela revista Inesquecível Casamento, o valor médio investido em casamentos caiu de 5 a 10% nos últimos tempos. O sonho da festa de casamento permanece vivo, o que está mudando é a maneira de planejar o casamento.

Até pouco tempo, o planejamento do casamento era feito com um ano ou um ano e meio de antecedência. Esse era o prazo ideal para fechar a data na igreja e no local da festa, garantir os melhores profissionais, buscar orçamentos, definir a lista de convidados, etc. Chegou a crise e muitos noivos que planejavam se casar ou que já estavam começando a organizar seu casamento foram obrigados a rever os custos ou até mesmo a cancelar a tão sonhada festa. Nesse momento, bate aquele desespero e a primeira coisa que vem à cabeça é “vou ter que cancelar a minha festa”! Mas será que esse é mesmo o melhor caminho? Muita calma nessa hora! Nesse momento, a palavra de ordem é “prioridade”! Definir as prioridades é o melhor caminho.

É importante dizer que é na crise que surgem as oportunidades.

No andre werneck - casar na criseJapão a palavra “crise” tem o mesmo significado de risco e oportunidade. Na China, o ideograma weiji, “crise”, seria formado pela junção de dois outros – um negativo, “perigo” (wei), e um positivo, “oportunidade, ocasião propícia” (ji). Portanto, cabe a você interpretar e enxergar se o que está acontecendo é uma crise ou uma oportunidade para ser criativo e buscar prioridades. Será que vocês precisam investir tanto em decoração? E gastronomia? Eu citei apenas dois itens porque eles serão responsáveis por consumir a maior parte do seu orçamento e costumam ser a prioridade de muitos noivos.
Depois de muitos anos de experiência com festas de casamento eu posso afirmar com muita segurança que uma boa festa acontece com noivos animados, boa música e bebida gelada. A música faz a festa acontecer, noivos felizes e animados contagiam os convidados e a bebida, sempre gelada, garante a animação de todos. Soma-se a isso, fotografias maravilhosas que irão eternizar os momentos.

Essas são as prioridades para quem sonha com uma festa muito animada. Em seguida vem outros itens importantes, como: comida, decoração, projeto de luz, ar-condicionado, bolo, doces, serviço de manobra, etc. bom cerimonial será fundamental para orientar vocês na definição das prioridades, indicando profissionais com o seu perfil e trabalhando o seu orçamento para comportar o tamanho do seu sonho.

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